
05 - Comunicação não violenta

Você sabe como se comunicar com seu filho?
Como falar com os pequenos sem agredir pelas palavras?
Esse parece ser o grande desafio das mães na atualidade. O stress da vida diária incentiva a falta de paciência.
Então a pergunta fica: como estabelecer com meus filhos, uma forma de comunicação agradável, mas que também nos traga disciplina e colaboração?
É o que nos responde a pesquisa do psicólogo e professor Marshall Rosenberg.
E que compartilhamos com você em nosso podcast.
Venha ouvir palavras importantes para melhor se comunicar com seu(ua) filho(a).
Eu sou Fran Córdova, e esse é o Mãe Chata Ponto Com.
Produção e apresentação: Fran Córdova
Edição: Mundo Frantástico
Como se sente uma pessoa quando
suas necessidades são atendidas:
absorta
deslumbrada
impressionada
afetuosa
desperta
incentivada
agradecida
despreocupada
inspirada
alegre
empolgada
intensa
alerta
encantada
interessada
aliviada
em êxtase
amigável
enlevada
livre
amorosa
entregue
magnifica
animada
entretida
maravilhada
arrebatada
entusiasmada
orgulhosa
assombrada
envolvida
otimista
à vontade
bem-humorada
esperançosa
perceptiva
calma
esplêndida
plácida
estimulada
radiante
calorosa
cheia de alegria
estupefata
realizada
comovida
eufórica
relaxada
complacente
exultante
revigorada
confiante
fascinada
satisfeita
corajosa
feliz
segura
sociável
curiosa
grata
útil
iluminada
viva
Como se sente uma pessoa quando
suas necessidades não são atendidas:
abandonada
descontente
abatida
desesperada
irritável
aflita
desencorajada
letárgica
agitada
alvoroçada
desiludida
magoada
desolada
mal-humorada
amargurada
amedrontada
despreocupada
melancólica
angustiada
encabulada
monótona
ansiosa
enciumada
mortificada
apática
encrencada
nervosa
apavorada
enojada
obcecada
oprimida
apreensiva
entediada
arrependida
envergonhada
perplexa
assustada
exagerada
perturbada
aterrorizada
exaltada
pesarosa
atormentada
exasperada
pessimista
brava
exausta
péssima
preguiçosa
cansada
fraca
prostrada
carregada
frustrada
preocupada
cética
horrorizada
rancorosa
chateada
hostil
receosa
ciumenta
impaciente
confusa
impassível
rejeitada
relutante
consternada
incomodada
ressentida
culpada
indiferente
segregada
deprimida
infeliz
sensível
desalentada
inquieta
solitária
desamparada
insatisfeita
sonolenta
desanimada
insegura
soturna
desapontada
insensível
surpresa
desconfiada
instável
taciturna
desconfortável
irada
irritada
tensa
triste


Certa vez perguntei a meu tio Julius como ele desenvolvera uma capacidade tão notável de entregar-se com compaixão. Ele pareceu sentir-se honrado com a pergunta, sobre a qual refletiu antes de responder isto:
"Tive a sorte de ter bons professores".
Quando perguntei quem tinham sido eles, ele lembrou:
"Sua avó foi a melhor professora que tive. Você viveu com ela quando ela já estava doente, de modo que não pôde saber como ela realmente era. Por exemplo, sua mãe já lhe contou sobre a ocasião, durante a Depressão, em que ela levou um alfaiate, a mulher e dois fihos deles para viverem com ela por três anos, depois que o homem perdeu a casa e o negócio?"
Eu me lembrava bem dessa história. Ela me deixara muito impressionado quando minha mãe a contou pela primeira vez, porque nunca consegui entender como minha avó havia encontrado espaço para a família do alfaiate quando ela já criava os nove filhos numa casinha de tamanho modesto!
Tio Julius relembrou a compaixão de minha avó em outras histórias, todas as quais eu havia escutado quando criança. Então perguntou:
"Com certeza, sua mãe deve ter-Ihe contado sobre Jesus",
"Sobre quem?"
"Jesus."
"Não, ela nunca me falou de Jesus."
A história sobre Jesus foi o derradeiro presente precioso que recebi de meu tio antes dele morrer. É uma história verdadeira da vez em que um homem bateu à porta dos fundos de minha avó pedindo um pouco de comida. Não era incomum. Embora minha avó fosse muito pobre, toda a vizinhança sabia que ela dava comida a qualquer um que aparecesse à porta.
O homem tinha barba e cabelos pretos rebeldes e despenteados; suas roupas estavam em farrapos e ele usava uma cruz pendurada no pescoço, feita de galhos amarrados com corda.
Minha avó o convidou a entrar em sua cozinha para comer algo e, enquanto ele comia, perguntou seu nome.
"Meu nome é Jesus"— respondeu.
"E o senhor tem sobrenome?"—perguntou ela.
"Eu sou Jesus, o Senhor". (O inglês de minha avó não era muito bom. Outro tio, Isidor, me disse em outro dia que entrou na cozinha quando o homem ainda estava comendo e vovó apresentou o estranho como "seu Ossenhor"...)
Enquanto o homem ainda comia, minha avó lhe perguntou onde morava.
"Não tenho casa."
"Bem, onde o senhor vai passar esta noite? Está frio."
"Não sei".
"O senhor gostaria de ficar aqui?"- ofereceu ela.
E ele ficou sete anos.
Quanto à comunicação não violenta, minha avó tinha um dom natural. Ela nem pensou em quem "era" aquele homem.
Se o tivesse feito, provavelmente o julgaria louco e teria se livrado dele. Mas, não, ela pensava no que as pessoas sentem e daquilo de que precisam.
Se têm fome, alimente-as.
Se não têm um teto sobre a cabeça, dê-lhes um lugar para dormir.
(Epílogo da obra de Marshall Rosenberg)