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05 - Comunicação não violenta

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Ouça o programaMãe Chata Ponto Com
00:00 / 01:04

Você sabe como se comunicar com seu filho?

Como falar com os pequenos sem agredir pelas palavras?

Esse parece ser o grande desafio das mães na atualidade. O stress da vida diária incentiva a falta de paciência.

Então a pergunta fica: como estabelecer com meus filhos, uma forma de comunicação agradável, mas que também nos traga disciplina e colaboração?

É o que nos responde a pesquisa do psicólogo e professor Marshall Rosenberg.

E que compartilhamos com você em nosso podcast.

Venha ouvir palavras importantes para melhor se comunicar com seu(ua) filho(a).

Eu sou Fran Córdova, e esse é o Mãe Chata Ponto Com.


Produção e apresentação: Fran Córdova
Edição: Mundo Frantástico

Como se sente uma pessoa quando

suas necessidades são atendidas:

absorta

deslumbrada

impressionada

afetuosa

desperta

incentivada

agradecida

despreocupada

inspirada

alegre

empolgada

intensa

alerta

encantada

interessada

aliviada

em êxtase

amigável

enlevada

livre

amorosa

entregue

magnifica

animada

entretida

maravilhada

arrebatada

entusiasmada

orgulhosa

assombrada

envolvida

otimista

à vontade

bem-humorada

esperançosa

perceptiva

calma

esplêndida

plácida

estimulada

radiante

calorosa

cheia de alegria

estupefata

realizada

comovida

eufórica

relaxada

complacente

exultante

revigorada

confiante

fascinada

satisfeita

corajosa

feliz

segura

sociável

curiosa

grata

útil

iluminada

viva

Como se sente uma pessoa quando

suas necessidades não são atendidas:

abandonada

descontente

abatida

desesperada

irritável

aflita

desencorajada

letárgica

agitada

alvoroçada

desiludida

magoada

desolada

mal-humorada

amargurada

amedrontada

despreocupada

melancólica

angustiada

encabulada

monótona

ansiosa

enciumada

mortificada

apática

encrencada

nervosa

apavorada

enojada

obcecada

oprimida

apreensiva

entediada

arrependida

envergonhada

perplexa

assustada

exagerada

perturbada

aterrorizada

exaltada

pesarosa

atormentada

exasperada

pessimista

brava

exausta

péssima

preguiçosa

cansada

fraca

prostrada

carregada

frustrada

preocupada

cética

horrorizada

rancorosa

chateada

hostil

receosa

ciumenta

impaciente

confusa

impassível

rejeitada

relutante

consternada

incomodada

ressentida

culpada

indiferente

segregada

deprimida

infeliz

sensível

desalentada

inquieta

solitária

desamparada

insatisfeita

sonolenta

desanimada

insegura

soturna

desapontada

insensível

surpresa

desconfiada

instável

taciturna

desconfortável

irada

irritada

tensa

triste

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Certa vez perguntei a meu tio Julius como ele desenvolvera uma capacidade tão notável de entregar-se com compaixão. Ele pareceu sentir-se honrado com a pergunta, sobre a qual refletiu antes de responder isto:

"Tive a sorte de ter bons professores".

Quando perguntei quem tinham sido eles, ele lembrou:

"Sua avó foi a melhor professora que tive. Você viveu com ela quando ela já estava doente, de modo que não pôde saber como ela realmente era. Por exemplo, sua mãe já lhe contou sobre a ocasião, durante a Depressão, em que ela levou um alfaiate, a mulher e dois fihos deles para viverem com ela por três anos, depois que o homem perdeu a casa e o negócio?"

Eu me lembrava bem dessa história. Ela me deixara muito impressionado quando minha mãe a contou pela primeira vez, porque nunca consegui entender como minha avó havia encontrado espaço para a família do alfaiate quando ela já criava os nove filhos numa casinha de tamanho modesto!

Tio Julius relembrou a compaixão de minha avó em outras histórias, todas as quais eu havia escutado quando criança. Então perguntou:

"Com certeza, sua mãe deve ter-Ihe contado sobre Jesus",

"Sobre quem?"

"Jesus."

"Não, ela nunca me falou de Jesus."

A história sobre Jesus foi o derradeiro presente precioso que recebi de meu tio antes dele morrer. É uma história verdadeira da vez em que um homem bateu à porta dos fundos de minha avó pedindo um pouco de comida. Não era incomum. Embora minha avó fosse muito pobre, toda a vizinhança sabia que ela dava comida a qualquer um que aparecesse à porta.

O homem tinha barba e cabelos pretos rebeldes e despenteados; suas roupas estavam em farrapos e ele usava uma cruz pendurada no pescoço, feita de galhos amarrados com corda.

Minha avó o convidou a entrar em sua cozinha para comer algo e, enquanto ele comia, perguntou seu nome.

"Meu nome é Jesus"— respondeu.

"E o senhor tem sobrenome?"—perguntou ela.

"Eu sou Jesus, o Senhor". (O inglês de minha avó não era muito bom. Outro tio, Isidor, me disse em outro dia que entrou na cozinha quando o homem ainda estava comendo e vovó apresentou o estranho como "seu Ossenhor"...)

Enquanto o homem ainda comia, minha avó lhe perguntou onde morava.

"Não tenho casa."

"Bem, onde o senhor vai passar esta noite? Está frio."

"Não sei".

"O senhor gostaria de ficar aqui?"- ofereceu ela.

E ele ficou sete anos.

Quanto à comunicação não violenta, minha avó tinha um dom natural. Ela nem pensou em quem "era" aquele homem.

Se o tivesse feito, provavelmente o julgaria louco e teria se livrado dele. Mas, não, ela pensava no que as pessoas sentem e daquilo de que precisam.

Se têm fome, alimente-as.

Se não têm um teto sobre a cabeça, dê-lhes um lugar para dormir.

(Epílogo da obra de Marshall Rosenberg)

Feito por Mãe Chata Ponto Com
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